Durante a gestação, existe um elo silencioso e constante entre você e seu bebê.
Ele não aparece nas fotos, não faz barulho, mas trabalha sem parar, dia e noite.

Esse elo é o cordão umbilical, uma estrutura essencial para a vida intrauterina e para a transição segura do bebê ao nascer.

Entender o que ele é, como funciona e por que ele é tão importante ajuda a gestante a viver a gravidez com mais consciência, segurança e tranquilidade.

O que é o cordão umbilical?

O cordão umbilical é a ligação física entre o corpo da mãe (pela placenta) e o corpo do bebê.
É por ele que o bebê recebe:

  • Oxigênio
  • Nutrientes
  • Hormônios
  • Substâncias essenciais para crescer

E também é por ele que o bebê devolve resíduos que serão eliminados pela placenta.

Do ponto de vista científico, o cordão é descrito como um canal de troca vital entre mãe e feto, indispensável durante toda a gestação.

Como o cordão é formado?

O cordão umbilical começa a se formar muito cedo, ainda nas primeiras semanas da gravidez, junto com o desenvolvimento do embrião.

Ao longo das semanas, ele se alonga, se fortalece e se organiza para cumprir sua função principal: manter o bebê conectado à placenta de forma segura.

Por isso, cada cordão é único, pode variar um pouco no comprimento, na forma e no modo como se insere na placenta, sem que isso signifique um problema.

O que existe dentro do cordão?

Dentro do cordão umbilical existem três vasos sanguíneos:

  • Uma veia, que leva sangue rico em oxigênio e nutrientes da placenta para o bebê
  • Duas artérias, que levam o sangue do bebê de volta para a placenta

Esses vasos ficam envolvidos por uma substância gelatinosa chamada gelatina de Wharton, que funciona como uma proteção natural contra compressões ou dobras.

Essa “gelatina” é um dos motivos pelos quais o cordão consegue resistir a movimentos, posições e ao próprio parto.

O Bebê sente dor no cordão sente?

Essa é uma dúvida muito comum entre gestantes.

Segundo a descrição anatômica, o cordão umbilical não possui inervação — ou seja, ele não tem nervos como a pele ou os músculos.
Isso significa que o bebê não sente dor no cordão.

O papel do cordão no momento do nascimento

Até o nascimento, o bebê depende totalmente do cordão para receber oxigênio e manter sua circulação funcionando.

Quando nasce, ele começa a respirar e, aos poucos, a circulação muda.
O clampeamento do cordão marca essa transição: o bebê passa da circulação dependente da placenta para a circulação independente, pelos pulmões.

Estudos mostram que o momento em que o cordão é clampeado pode influenciar essa adaptação, especialmente no retorno de sangue ao coração do bebê.

Por isso, hoje se fala tanto em clampeamento oportuno ou tardio, respeitando a adaptação do bebê após o nascimento.

Variações do cordão: o que é comum e o que merece atenção

A maioria das gestações evolui com um cordão perfeitamente funcional.
Algumas variações podem ser observadas no ultrassom, como:

Cordão um pouco mais longo ou mais curto

Diferentes formas de “enrolamento”

Inserção em locais variados da placenta

Na maior parte das vezes, essas variações não causam problemas.
Em situações específicas (como inserção velamentosa [os vasos se inserem nas membranas que circundam a placenta e não no centro dela] ou artéria umbilical única), o acompanhamento médico costuma ser mais atento.

O cordão como símbolo de transição

Em muitas culturas, o cordão umbilical é visto como o “fio da vida”.
Ele representa não apenas a ligação física, mas também o vínculo profundo entre mãe e bebê durante a gestação.

O corte do cordão marca o início de uma nova fase:
o bebê segue seu caminho fora do corpo da mãe, mas o cuidado, o vínculo e a presença continuam.

O cordão umbilical é uma estrutura simples na aparência, mas extraordinária na função.
Ele sustenta a vida, protege o bebê e permite que o bebê receba os nutrientes que precisa.

Conhecer o funcionamento do cordão ajuda a gestante a:

  • Confiar mais no próprio corpo
  • Entender melhor o nascimento
  • Fazer escolhas informadas
  • Viver a gravidez com mais serenidade
  • O corpo materno sabe criar caminhos de vida.
    E o cordão umbilical é um deles.

Base científica utilizada

StatPearls – Anatomy, Abdomen and Pelvis: Umbilical Cord (NCBI Bookshelf)
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK557389/

Hooper SB et al. – Timing of umbilical cord clamping at birth (PubMed)
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25540147/

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Editorial Instituto Ery